O Sol e a Neblina
Enquanto se desfazia A neblina da manhã, A pequena Carolina Ouvia a voz da mamã.
Falava Dona Cacilda Com desvelos maternais: - "Existem no Sol, filhinha, Ensinos celestiais.
Não vias o véu da noite Na estrada brumosa e fria? Entretanto, a grande sombra Foge, agora, em correria.
Todo o campo transformou-se No milagre dum momento, Bastando que o sol brilhasse No lençol do firmamento".
E enquanto a pausa materna Se fazia demorada. A menina carinhosa Perguntou, interessada:
- "Onde os ensinos, mamã? QUero ouvi-los, quero tê-los!" Respondeu a mãe bondosa, Afagando-lhe os cabelos:
- "Medita apenas num deles, Muito simples, mas profundo... A mentira, minha filha, É a neblina deste mundo.
Mas os seus véus de ilusão Só perturbam a existência, Até que o Sol da Verdade Ressurja na Consciência".
(João de Deus)
Escrito por Thiago Raphael às 13h57
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MEDICAMENTOS EVANGELICOS
Ajude sempre. Não tema. Jamais desespere. Aprenda incessantemente. Pense muito. Medite mais. Fale pouco. Retifique, amando. Trabalhe feliz. Dirija, equilibrado. Obedeça, contente. Não se queixe. Siga adiante. Repare além. Veja longe. Discuta serenamente. Faça luz. Semeie paz. Espalhe bênçãos. Lute, elevando. Seja alegre. Viva desassombrado. Demonstre coragem. Revele calma. Respeite tudo. Ore, confiante. Vigie, benevolente. Caminhe, melhorando. Sirva hoje. Espere o amanhã.
(André Luiz)
Escrito por Thiago Raphael às 13h41
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ALTAR ÍNTIMO
"Temos um altar."
- Paulo. (HEBREUS, 13 :10).
Até agora, construímos altares em toda parte, reverenciando o Mestre e Senhor.
De ouro, de mármore, de madeira, de barro, recamados de perfumes, preciosidades e flores, erguemos santuários e convocamos o concurso da arte para os retoques de iluminação artificial e beleza exterior.
Materializado o monumento da fé, ajoelhamo-nos em atitude de prece e procuramos a inspiração divina.
Realmente, toda movimentação nesse sentido é respeitável, ainda mesmo quando cometemos o erro comum de esquecer os famintos da estrada, em favor das suntuosidades do culto, porque o amor e a gratidão ao Poder Celeste, mesmo quando mal conduzidos, merecem veneração.
Todavia, é imprescindível crescer para a vida maior.
O próprio Mestre nos advertiu, junto à Samaritana, que tempos viriam em que o Pai seria adorado em espírito e verdade.
(continua em baixo)
Escrito por Thiago Raphael às 11h30
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E Paulo acrescenta que temos um altar.
A finalidade máxima dos templos de pedra é a de despertar-nos a consciência.
O cristão acordado, porém, caminha oficiando como sacerdote de si mesmo, glorificando o amor perante o ódio, a paz diante da discórdia, a serenidade à frente da perturbação, o bem à vista do mal.
Não olvidemos, pois, o altar íntimo que nos cabe consagrar ao Divino Poder e à Celeste Bondade.
Comparecer, ante os altares de pedra, de alma cerrada à luz e à inspiração do Mestre, é o mesmo que lançar um cofre impermeável de trevas à plena claridade solar. Se as ondas luminosas continuam sendo ondas luminosas, as sombras não se alteram igualmente.
Apresentemos, portanto, ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em quotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, através do altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos cabe realizar.
(Emmanuel)
Escrito por Thiago Raphael às 11h27
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MODO DE FAZER
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”
– Paulo (FILIPENSES, 2:5)
Todos fazem alguma coisa na vida humana, mas raros não voltam à carne para desfazer quanto fizeram.
Ainda mesmo a criatura ociosa, que passou o tempo entre a inutilidade e a preguiça, é constrangida a tornar à luta, a fim de desintegrar a rede de inércia que teceu ao redor de sí mesma.
Somente constrói, sem necessidade de reparação ou corrigenda, aquele que se inspira no padrão de Jesus para criar o bem.
Fazer algo em Cristo é fazer sempre o melhor para todos;
Sem espectativa de remuneração.
Sem exigências.
Sem mostrar-se.
Sem exibir superioridade.
Sem tributos de reconhecimento.
Sem perturbações.
(continua em baixo)
Escrito por Thiago Raphael às 13h33
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Em todos os passos do Divino Mestre, vemo-lo na ação incessante, em favor do indivíduo e da coletividade, sem prender-se.
Da carpintaria de Nazaré à cruz de Jerusalém, passa fazendo o bem, sem outra paga além da alegria de estar executando a Vontade do Pai.
Exalta o vintém da viúva e louva a fortuna de Zaqueu, com a mesma serenidade.
Conversa amorosamente com algumas criancinhas e multiplica o pão para milhares de pessoas, sem alterar-se.
Reergue Lázaro do sepulcro e caminha para o cárcere, com a atenção centralizada nos Desígnios Celestes.
Não te esqueças de agir para a felicidade comum, na linha infinita dos teus dias e das tuas horas. Todavia, para que a ilusão te não imponha o fel do desencanto ou da soledade, ajuda a todos, indistintamente, conservando, acima de tudo, a glória de ser útil, “de modo que haja em nós o mesmo sentimento que vive em Jesus-Cristo”.
(Emannuel)
Escrito por Thiago Raphael às 13h31
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Caindo em si
“Caindo porém, em si...” (Lucas, 15:17)
Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juízes cruéis.
Outras personalidades da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação.
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da Fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal, ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz é a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimentos.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.
(Emmanuel)
Escrito por Thiago Raphael às 13h42
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A Terra e o Terceiro Milênio
Por: Leda de Almeida Rezende Ebner
Ribeirão Preto, SP
Nós, os espíritas, aceitamos a idéia de que a Terra deixará de ser um mundo de expiações e provas para tornar-se mundo regenerador.
Nesses mundos , seus habitantes procuram viver sob a influência maior das necessidades e valores espirituais. Vivem ainda sujeitos às leis naturais, têm as mesmas sensações e desejos que nós, mas estão libertos dos vícios e das paixões desequilibradas que ainda escravizam os homens na Terra.
Têm ainda de passar por provas, às quais compreendem e buscam vencê-las com confiança em Deus, em si , com serenidade. Esforçam-se por viver de acordo com as leis naturais, participando então de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais feliz.
Reconhecem sua realidade espiritual, assumem a responsabilidade, consciente e feliz, da sua evolução.
Seus objetivos maiores são satisfazer suas necessidades espirituais, visto que as sócio-econômicas estão sendo resolvidas, satisfatoriamente, sem privilégios particulares, pessoais ou de grupos, pois o bem de todos é a aspiração de cada um, ou pelo menos, da grande maioria.
Os deveres e os direitos dos homens são respeitados e todos têm as mesmas oportunidades de crescimento, de acordo com sua vontade, seus interesses.
São mundos felizes para nós que vivemos na Terra!
Estamos começando o terceiro milênio.
A Terra nos parece muito distante de tornar-se um mundo regenerador, embora já tenha evoluído muito, porque a progressão material e espiritual estão sempre presentes, seja através do esforço, da boa vontade no bem ou através da dor, do sofrimento, conseqüências das más ações dos homens.
Esperando que, neste milênio, a Terra transformar-se-á em um mundo melhor, onde os homens viverão o equilíbrio na satisfação das suas necessidades materiais e espirituais, perguntamos: - As condições e situações da Terra atual favorecem essas transformações? Fazem-nos vislumbrar essa possibilidade?
Se aceitamos o progresso como uma das forças da natureza, presente em tudo que existe, material e espiritual, temos de aceitar que a Terra e seus habitantes não continuarão como hoje.
Houve muita mudança desde sua formação e o aparecimento dos primeiros seres vivos. No corpo físico de hoje, difícil pensar no ser unicelular que lhe deu origem. Na alma de hoje, difícil pensar no princípio espiritual do qual se desenvolveu.
O homem de hoje e a Terra de hoje são muito diferentes da Terra e do homem primitivo.
Por que então, a humanidade terrena, constituída de encarnados e desencarnados, não pode transformar-se mais e tornar a Terra um mundo melhor?
Escrito por Thiago Raphael às 20h39
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Aceitamos que essa mudança será realizada. Esperamos que seja neste milênio, sem data prevista, nem repentinamente. Aliás, pensamos que já vivemos na fase de transição, que se completará quando grande parte da humanidade estiver empenhada, realmente, em resolver os problemas sócio-econômicos e morais em favor de todos os seus habitantes, derrubando as barreiras do fanatismo, do nacionalismo exacerbado, do racismo, do poder que quer dominar o outro, aproveitando-se das dificuldades do mais frágil.
Acreditamos que, neste milênio, a luta maior da humanidade será o desenvolvimento do respeito aos direitos individuais e das nações, em direção ao amor ao próximo, que leva , somente, a fazer aos outros o que se quer para si.
Aqueles que não conseguirem acompanhar esse progresso moral, permanecendo no mal pelo prazer do mal, serão banidos para mundos inferiores, onde viverão entre homens primitivos, reiniciando seu desenvolvimento moral.
Esta fase de transição para um mundo melhor, pode durar séculos porque depende do desenvolvimento espiritual da humanidade
Muitas coisas boas e más acontecem, mas o destaque maior, através da mídia, é para as coisa ruins.
Existe a parte boa dessa divulgação do mal, porque necessário é que este seja conhecido, difundido para que os homens se horrorizem e busquem combatê-lo, desenvolvendo o bem.
Como, por causa da nossa imperfeição, aprendemos e nos desenvolvemos mais em situações adversas e difíceis, temos hoje, as condições propícias ao desenvolvimento moral e ao encontro das melhores soluções para os grandes problemas que afligem os homens e as nações.
Se hoje a Terra ainda não está pronta para a grande mudança, oferece a todos uma boa época de transição, pelo chamado à responsabilidade de cada um na tarefa de regeneração da humanidade.
Lembremo-nos de que um milênio tem dez séculos. Aproveitemos esse tempo para melhorarmo-nos, porque a auto-educação é lenta e também para colaborarmos nessa gigantesca tarefa, onde estivermos , aqui ou no além.
Pensamos que nessa luta, na qual todos estamos envolvidos, continuará havendo dores e sofrimentos, porque o homem, em geral, ainda não sabe usar a instrução, a informação, a saúde, o bem-estar, a ciência, a tecnologia, a arte no bem, em benefício de todos.
Confiamos porém, em Deus , nas Suas leis justas e misericordiosas, na capacidade do homem em transformar –se e de mudar o mundo, nas atividades de auxílio dos Espíritos Superiores, que trabalham sob a direção de Jesus, que nos ensinou a fazer sempre e em qualquer situação a vontade de Deus e que continua na direção do planeta Terra. Lembremo-nos de sua afirmação: " Nenhuma ovelha que o Pai me confiou se perderá."
Façamos pois, a nossa parte, no cumprimento dos deveres, sem exigências em relação aos outros no lar, no trabalho, no lazer, com determinação e participação na resolução dos problemas que afetam a humanidade, porque somos todos responsáveis na elevação da Terra a uma categoria maior, onde viveremos na sociedade justa e feliz que todos almejamos e queremos.
Obs. Quem quiser ter mais detalhes de como é um mundo de regeneração, eu aconselho a ler "Vida em Marte" de Hamatis
Escrito por Thiago Raphael às 20h38
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Uma questão de livre arbítrio
O pensamento, que focaliza o ser humano como alguém que desfruta de grande liberdade, só por ter vindo ao mundo dotado de livre-arbítrio, pode ser questionado.
É fácil perceber que assim que o carma se instala, ocorre a imediata perda do livre-arbítrio, ou seja, quanto mais um destino previamente assumido se impõe, menor se torna a condição de escolha. A impossibilidade de optar por algo que se deseja muito, a necessidade de enfrentar as situações de perda e dor, demonstram que o livre-arbítrio de cada um está sob um domínio mais amplo e que, na grande maioria das vezes, não oferece grandes condições de esclarecimento: o carma é aquilo que a gente não sabe, ou não consegue exprimir por meio de palavras.
Além dessa realidade, que é bastante perceptível, desde que se preste atenção nela, mais um fator interfere no nosso livre-arbítrio. Só que esse pode ser dominado, superado e impedido de atrapalhar as nossas escolhas. Esse fator são as nossas tendências, essas sim, completamente subordinadas ao livre-arbítrio de cada um de nós.
Escolher entre deixar os instintos positivos ou os negativos nortearem nossas atitudes, é algo que depende unicamente de nós mesmos, não apresenta definição prévia e é de responsabilidade totalmente pessoal.
Por isso, é preciso ser mais rápido ou mais esperto do que as tendências que conduzem à negatividade, como aquele senhor, já muito idoso que, apesar da idade, se levantava cedinho todos os dias e saía em busca de trabalho.
Naquela manhã, estava especialmente frio e o homem, enrolado nas cobertas, já se preparava para sair da cama, quando foi visitado pelo Mau Instinto, que tentava com voz doce e convincente, persuadi-lo a não se levantar. Ele dizia assim: "Ouça, velho, está muito frio lá fora, e a cama está tão gostosa e quente... Veja que você já trabalhou toda uma vida. Agora é tempo de descansar... Descanse, velho, não saia do calor das cobertas. Você, além de velho está cansado, melhor ficar aí mesmo."
O velho pensou um pouco e respondeu ao Mau Instinto, já se levantando: “Você também é velho, você também está cansado, para você também está frio e pouco confortável e, contudo, você está aí logo cedo trabalhando, fazendo o seu serviço. Por isso me dê licença que eu também vou fazer o meu.”
Dizendo assim, levantou-se e foi em busca de trabalho.
Na jornada da vida é fundamental saber como descartar o Mau Instinto.
Escrito por Thiago Raphael às 13h04
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Decisão e vontade
Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.
As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.
Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.
Freqüentemente rogam em prece:
- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!...
Mostra-me o que devo fazer!...
E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:
- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?
Não tenho forças.
Ai de mim que sou inútil!...
Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.
Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.
Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.
Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.
Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.
O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.
Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!...
Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.
Realização pede apoio da fé.
Mãos à obra.
Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Rumo Certo. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 5a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.
Escrito por Thiago Raphael às 19h11
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Em espírito de sacrifício
"A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus Todo-Poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu." Um Espírito Amigo, Havre, 1862 - "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec
Deus enviou-nos Jesus para se fazer compreendido e amado através dele. Através de Cristo, o Pai celestial nos mostra Sua face inefável. O caminho do amor e do sacrifício propõe o esvaziamento do “eu” para a plenitude de nossa vitória espiritual.
Único caminho Não há outro caminho para a alma senão o de sua amorosa auto-entrega ao seu Criador. Esse caminho inicia nos livros, onde buscamos Deus. Prossegue no trabalho da caridade e do bem, quando nos aproximamos do Pai. E culmina na oração, onde O encontramos efetivamente, em nosso santuário interior.
Para verdadeiramente amar o próximo O amor ao Pai deve ser o combustível de nossas obras. O próximo só poderá ser verdadeiramente amado na resultante de nosso amor incondicional ao Ser Supremo.
Essência da doutrina Amor em espírito de sacrifício é o que resume a essência da doutrina do Cristo.
Lucidez O sofrimento experimentado com o ardor da fé aproxima-nos do amor do Cristo, aclarando-nos a lucidez para a sua mensagem libertadora.
Verdadeira adoração Acima de bons religiosos, importa-nos ser verdadeiros cristãos — quando divisões, preconceitos e dogmas se esvaecem sob a claridade única da verdadeira adoração a Deus “em espírito e verdade”.
De todo nosso ser O amor ao próximo floresce em plenitude a partir do amor que devotamos a Deus sobre todas as coisas, com todas as nossas forças, com toda nossa alma e de todo nosso ser.
Impactos na dureza de nossos corações Jesus jamais se dirigiu ao intelecto. Sua linguagem e seus exemplos são potentes impactos na dureza de nossos corações. Intelectualmente, somos capazes de erigir a supremacia de todas as doutrinas filosóficas. Mas, somente pelo coração, deliberadamente, seremos capazes de lançar-nos ao sacrifício, à renúncia e à cooperação edificante.
Superação A evolução espiritual é sempre a melhoria de nossa capacidade de resposta às adversidades do meio, pela superação de nossas limitações e condescendência para com as limitações de nossos semelhantes.
Compreensão No caminho do bem, importa-nos a humildade necessária para compreendermos com exatidão o que Deus realmente espera de nós. Do contrário, em nosso íntimo, seguimos sempre desejando que Deus compreenda unicamente aquilo que queremos dEle.
Se alguém quiser... Em nossos tempos desvanece cada vez mais, no coração dos discípulos, o sentido do espírito de sacrifício. Justifica-se a evasão de nossas torpezas morais como assepsia à hipocrisia e ao necessário desmascaramento dos subníveis da personalidade. No entanto, o chamado do Cristo permanece repercutindo nos recônditos de nossa consciência e de nosso coração: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Equipe Consciesp
Escrito por Thiago Raphael às 10h42
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Poema da gratidão
Senhor Jesus, muito obrigada! Pelo ar que nos dás, pelo pão que nos deste, pela roupa que nos veste, pela alegria que possuímos, por tudo de que nos nutrimos Muito obrigada, pela beleza da paisagem, pelas aves que voam no céu de anil, pelas Tuas dádivas mil!
Muito obrigada, Senhor! Pelos olhos que temos... Olhos que vêem o céu, que vêem a terra e o mar, que contemplam toda beleza! Olhos que iluminam de amor ante o majestoso festival de cor da generosa Natureza!
E os que perderam a visão? Deixa-me rogar por eles Ao Teu nobre coração! Eu sei que depois desta vida, Além da morte, voltarão a ver com alegria incontida...
Muito obrigada pelos ouvidos meus, pelos ouvidos que me foram dados por Deus. Obrigada, Senhor, porque posso escutar O Teu nome sublime, e, assim, posso amar. Obrigada pelos ouvidos que registram: a sinfonia da vida, no trabalho, na dor, na lida... O gemido e o canto do vento nos galhos do olmeiro, as lágrimas doridas do mundo inteiro e a voz longínqua do cancioneiro... E os que perderam a faculdade de escutar? Deixa-me por eles rogar... Sei que em Teu Reino voltarão a sonhar.
Obrigada, Senhor, pela minha voz. Mas também pela voz que ama, pela voz que canta, pela voz que ajuda, pela voz que socorre, pela voz que ensina, pela voz que ilumina...
E pela voz que fala de amor, obrigada, Senhor! Recordo-me, sofrendo, daqueles que perderam o dom de falar E o Teu nome não podem pronunciar!... Os que vivem atormentados na afasia e não podem cantar nem à noite, nem ao dia... Eu suplico por eles sabendo, porém, que mais tarde, No Teu Reino voltarão a falar.
Obrigada, Senhor, por estas mãos, que são minhas alavancas da ação, do progresso, da redenção. Agradeço pelas mãos que acenam adeuses, pelas mãos que fazem ternura, e que socorrem na amargura; pelas mãos que acarinham, pelas mãos que elaboram as leis pelas mãos que cicatrizam feridas retificando as carnes sofridas balsamizando as dores de muitas vidas! Pelas mãos que trabalham o solo, que amparam o sofrimento e estacam lágrimas, pelas mãos que ajudam os que sofrem, os que padecem... Pelas mãos que brilham nestes traços, como estrelas sublimes fulgindo em meus braços!
...E pelos pés que me levam a marchar, ereta, firme a caminhar; pés da renúncia que seguem humildes e nobres sem reclamar. E os que estão amputados, os aleijados, os feridos e os deformados, os que estão retidos na expiação por ilusões doutra encarnação, eu rogo por eles e posso afirmar que no Teu Reino, após a lida dolorosa da vida, hão de poder bailar e em transportes sublimes outros braços afagar... Sei que a Ti tudo é possível Mesmo o que ao mundo parece impossível!
Obrigada, Senhor, pelo meu lar, o recanto de paz ou escola de amor, a mansão de glória. Obrigada, Senhor, pelo amor que eu tenho e pelo lar que é meu... Mas, se eu sequer nem o lar tiver ou teto amigo para me aconchegar nem outro abrigo para me confortar, se eu não possuir nada, senão as estradas e as estrelas do céu, como leito de repouso e o suave lençol, e ao meu lado ninguém existir, vivendo e chorando sozinha, ao léu... Sem alguém para me consolar Direi, cantarei, ainda: Obrigada, Senhor, porque Te amo e sei que me amas, porque me deste a vida jovial, alegre, por Teu amor favorecida...
Obrigada, Senhor, porque nasci, Obrigada, porque creio em Ti. ...E porque me socorres com amor, Hoje e sempre, Obrigada, Senhor! _______ Amélia Rodrigues, espírito. (Poema recebido pelo médium Divaldo Pereira Franco, em Buenos Aires, Argentina, 21/11/62 e extraído do livro, "Sol de Esperança")
Escrito por Thiago Raphael às 19h34
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O dia em que minhas boas obras estiverem falando por mim
É pelo fruto que se conhece a boa árvore. De igual modo, somente nossas boas obras atestam o “raio X” espiritual do que essencialmente somos.
Quando me ponho a querer ficar falando e apontando, acusando ou destratando, julgando e sentenciando, tolhendo ou impondo, uma tristeza fria e cinzenta ensombrece meu coração, porque me vejo pobre de boas obras, indigente de ações benfazejas, deficitário de procedimentos harmonizados com a suprema lei que rege o amor e a benevolência, desqualificado para exercer julgamentos acerca de meus irmãos e companheiros.
Então me lembro, com tristeza, serem justamente as nossas boas obras, o difícil parâmetro estabelecido pelo Divino Semeador, como o mais digno sinal de efetivo discipulado crístico e cumplicidade com seus sublimes ideais de amor.
Desejo ser bom, isto é o máximo que consigo agora, mas ainda não sou... Então penso no dia em que minhas boas obras estiverem falando por mim...
Penso no dia em que nossas boas obras estiverem falando por todos nós...
Certamente, não estarei mais apontando dedos, atirando as primeiras pedras, alardeando o argueiro no olho do meu semelhante... Seguramente, deverei estar com o corpo fatigado pelo serviço no bem exaustivamente prestado, mas com a mente e o coração absortos numa luz diferente, alheia às disputas, aos zelos excessivos, às prudências truculentas, ao espalhamento de cizânias... Deverei estar serenamente estabelecido num estado mental-emocional específico, em que a paz se apresenta como prêmio para a consciência tranqüila do dever cumprido.
Certamente não estarei em evidência e nem serei centro das atenções. Minha voz provavelmente estará encontrando eco somente no coração dos esquecidos e dos deserdados da Terra... nos que aspiram autotransformar-se servindo. Meus ouvidos, provavelmente, estarão acolhendo, intermitentemente, a canção da súplica, o agonizar da necessidade, mas também a bênção da gratidão de todos aqueles que terão sido por mim consolados.
Escrito por Thiago Raphael às 22h11
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Quando as minhas boas obras estiverem falando por mim, provavelmente não estarei tendo tempo para ocupar os primeiros lugares das convenções humanas, nem mesmo estarei sendo notado... Muito menos estarei usando de meu direito de “justificar-me” no lar, no trabalho, nas tribunas ou nos periódicos e, talvez, já terei esquecido de há muito o que seja “justificar-me”...
Minhas mãos deverão estar ocupadas o tempo todo, solícitas aos incessantes apelos da consciência harmonizada com o coração. Como conchas ocas e vazias estarão amiudamente estendidas, mirradas, propagando a fraternidade e as bênçãos de terem aprendido a auxiliar e a soerguer sem alarde.
Quando as minhas boas obras estiverem falando por mim, certamente já terei esquecido do que é o esforço para concretizar o perdão, pois que meu coração estará repleto de compreensão e nele não mais estará havendo espaço para mágoas.
E meus olhos já não saberão mais ver sombras e desarmonias no comportamento e nas atitudes de meus companheiros, mas somente o esforço que lhes é possível fazer em também tentarem, assim como eu, a seu modo e a seu tempo, tornarem-se melhores, acreditando e realizando o mesmo bem pelo qual me terei gratificado.
Quando as minhas boas obras estiverem falando por mim, certamente estarei compreendendo melhor a atitude do Divino Semeador, inclinado aos pés de seus discípulos galileus, cingido com a toalha, à moda dos antigos escravos (inofensiva ovelha prestes a adentrar o altar do sacrifício), alertando: “Seja o primeiro entre vós aquele que fizer de si o servidor maior”.
E então, com a humildade do que reconhece nitidamente seu justo valor, deverei baixar os olhos à terra, para ainda mais realçar a pequenez humana diante das culminâncias divinas, e deverei dizer: “Senhor, ceifa o meu peito, porque as sementes da Boa Nova já germinam nas vinhas e nos trigais do meu ser, e já se faz tempo de colheita em meu coração! Em Teu nome, consegui desfazer-me de mim mesmo, construindo e edificando o teu ideal, pelo que, a teus pés, deponho, neste momento, minhas obras de amor, generosos frutos de retribuição pelas dádivas que outrora, Tu mesmo semeaste em mim!...”
Adolfo Guimarães
Escrito por Thiago Raphael às 22h11
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